Qual é o nosso futuro?


(texto sem revisão. corre corre).

É engraçado. É muito engraçado. Vivemos nossa infância para entrar nos padrões da educação. Passamos anos e anos voltados a trabalhos de casa, deveres em aula, isso e aquilo. Está certo, todos tem direito à educação e infelizmente no nosso país nem todas as crianças têm.

Mas vamos seguir adiante. Temos o terceiro ano. O temido terceiro ano. Último ano na escola, muitos estudantes tristes, outros felizes mas outros estressados.

Dentre os três, eu fui a estressada.

Então vamos discutir o que todos já estão cansados de saber: atualmente, nossa entrada na faculdade é muito, mas muito precoce. Eu acho que um adolescente ou jovem adulto, escolher o que quer trabalhar para a vida toda, em seus plenos 18 anos, é responsabilidade demais.

Meu exemplo é: queria fazer artes cênicas. Mas por ocasiões da vida, acabei não fazendo. Não vou discursar sobre essa perda, mas eu entendo quando muitos jovens falam que precisam de apoio constante dentre seus arredores, se é que me entende.

Fiz então o pré-vestibular. Pra ser sincera, eu nem sabia o que estava fazendo lá. Não havia decidido nada e, na minha cabeça, eu ainda tinha chances de seguir o que queria. Mas para "entrar nos padrões aceitos da sociedade", acabei escolhendo jornalismo. O que também indagou a muitos ao meu redor. "Você vai ser jornalista? Vai passar fome". Engraçado, ouvi o mesmo quando eu disse que queria ser atriz.

Estudamos dia e noite para poder passar para uma universidade. Acho engraçado quando exaltam que tal adolescente passou 20 horas do dia dele estudante. A sociedade não consegue ver algo estranho nisso não? Isso mostra o quanto nosso sistema de educação é simplesmente deplorável. Precisa-se estudar praticamente um dia inteiro para poder TER DIREITO A UMA UNIVERSIDADE.

Estranho? Bem, eu acho. Mas sabemos a razão disso.

Entramos na universidade. Perdidos. Não sabemos o que realmente queremos. No começo ou é muito legal, ou é simplesmente aquele baque que nos diz "escolha errada". 

Estou no meu quarto período na faculdade de Jornalismo e eu ainda não sei o que quero fazer, fiquem tranquilos. Quer dizer, saber, eu sei, mas cadê as oportunidades? A gente anda vivendo no mundo das indicações, para arranjar estágio, se papai ou mamãe, ou vovó, ou titia, ou o papagaio da vizinha não trabalham no local, você acaba passando por mil etapas para ouvir um não na cara.

Eu não sei o que eu faria para melhorar tudo isso. No momento, ando muito triste com minha escolha de profissão. Recentemente, visitando a redação de um jornal, vários jornalistas que estavam na redação falavam "ainda dá tempo de desistir, isso aqui vai acabar". 

Eu não sou pessimista, sou realista, mas ando com medo dos dois estarem se difundindo.

Minha história com o jornalismo é meio engraçada. Estava em Nova York, havia acabado de sair da sessão de Les Mis na Broadway. Passei por um cinema e depois pelo The New York Times. Meus olhos brilharam. Minha vontade de chorar foi tremenda. Naquele instante eu decidi que queria escrever sobre cultura. Ser uma defensora da cultura. 

Mas o que eu posso defender em um país que do nada extinguiu o Ministério da Cultura? Apesar de ter "reconhecido o erro" (várias aspas para isso), é evidente que a cultura anda escassa.

Eu queria ser a pessoa que levasse minha paixão pela cultura pelo Brasil. Se eu tivesse dinheiro, viajaria brasil afora e escreveria uma série sobre cada cultura de cada estado. Mas, infelizmente, recursos me faltam.

Então, o que me restam são dúvidas:
  • Somos muito novos para decidirmos nosso futuro?
  • A crise está afetando enormemente as oportunidades de estágio? (essa é sim, na certa)
  • Os contatos dentro de empresas estão atrapalhando os universitários na busca de estágio? (só não afeta quem tem, claro)
  • O Jornalismo ainda existe? As pessoas ainda acreditam no jornalismo?
  • As pessoas gostam de ler sobre cultura?
  • O jornal impresso vai sumir para sempre?
  • Eu fiz a escolha certa?
Muitas perguntas. Poucas respostas.

Esse é o meu desabafo e por um lado, meu pensamento do dia.

Conheça o musical Hamilton



How does a bastard, orphan, son of a whore
and a Scotsman, dropped in the middle of a Forgotten spot
in the Caribbean by providence
Impoverished, in squalor
Grow up to be a hero and a scholar?

Hamilton é um musical que estreou em Fevereiro de 2015 na Off-Broadway e foi para a Broadway em Agosto do mesmo ano. Desde que estreou na Broadway, os olhos dos nova-iorquinos, americanos de outros Estados e até de várias pessoas que nem moram nos Estados Unidos, voltaram-se para esse musical. 

Na Off-Broadway, o musical já havia recebido um prêmio do Drama Desk Award for Outstanding Musical e sete do Drama Desk Awards. Esse ano ganhou o Grammy da categoria Best Musical Theater Album e, vamos ser sinceros, dia três de Maio, quando forem anunciar os indicados ao Tony Awards, sem dúvida Hamilton vai estar em muitas, mas muitas categorias e assim, dia doze de Junho, iremos ver o musical levar vários Tonys. (Você quis dizer, Hamilton Awards?)

O musical conta a tragetória de Alexander Hamilton, um imigrante (nascido no Caribe), pobre e bastardo que ficou órfão cedo. Tinha muita habilidade com escrita e, ao escrever um poema muito elogiado, recebeu uma bolsa de estudos. Migrou para os Estados Unidos e mais tarde, tornou-se um dos fundadores do país, além de ter desenvolvido o sistema financeiro do país e fundar o partido federalista. Seu nome é muito importante para o desenvolvimento das bases do capitalismo americano.


(Música que inicia o espetáculo e apresenta os personagens)

Para assistir a performance dessa música no Grammy, acesse aqui.

Mas o que tem de tão especial neste musical para os críticos estarem amando?! Pessoas de todo o mundo estarem comentando?! 

Lin-Manuel Miranda, que interpreta Hamilton, foi quem escreveu a peça e também, as letras. Em 2009 teve a oportunidade de apresentar a música de abertura para o Presidente Obama. Lin- Manuel explicou o projeto e a razão das músicas em hip-hop: Alexander começou do nada e cresceu graças a sua escrita, semelhante a muitos artistas cantores de hip hop. Para assistir a essa apresentação, clique aqui. Uma curiosidade é que Miranda disse que se o musical não tivesse suas músicas em formato de hip hop, provavelmente duraria umas 4/5 horas, sendo que sua duração é de quase 2 horas e meia.

Outra característica do musical é a diversidade. O cast de Hamilton é tido como um dos mais diversificados na história da Broadway, tendo apenas um ator branco no elenco, o rei da Inglaterra, King George III. Em uma história com predominância branca, temos atores negros, latinos e asiáticos na frente dos personagens. Lin disse que isso também traz a discussão de que esse é os Estados Unidos de agora, não é um país de predominância branca. Se têm imigrantes, negros, latinos, asiáticos, etc. Em tempos de Donald Trump, concorrendo à presidência, temos um musical que apresenta a frase: "Immigrants, we get the job done!".


É preciso destacar a representatividade feminina na história. As Schuyler Sisters - Angelica, Eliza e Peggy - aparecem cantando a música "The Schuyler Sisters". Ao escutarmos a melodia, com certeza você irá ficar cantarolando. Eliza, foi a mulher de Hamilton e Angelica a cunhada dele. Ambas tem um papel muito importante na história, pois, após a morte de Alexander, divulgaram todos os seus estudos. Angelica foi uma mulher que - além de ter ajudado a Eliza nesse aspecto, correspondeu-se com George Washington e Marquês de Lafayette. Após a morte de Hamilton e durante a música "Who Lives, Who Dies, Who Tells Your Story", Eliza diz que "se coloca de volta na narrativa", viveu cinquenta anos a mais, e entrevistou soldados que lutaram ao lado de seu falecido marido. Ela fundou o Orfanato de New York. Como foi escrito em um artigo do "The New Yorker", ao final da peça você começa a se questionar se Hamilton não é apenas de Alexander, mas também de Eliza.


(Música das Schuyler Sisters)

Certamente esse musical merece a atenção que tem recebido. Para ouvir as músicas, tem uma playlist no YouTube. Se você se interessou pela história e pelo o que, no fundo, a peça defende, pode ouvir as músicas no Genius, que também traz umas explicações de Lin-Manuel Miranda sobre cada música e as cenas. Também deixarei alguns vídeos abaixo:

(Apresentação do cast na "White House", duas semanas atrás)

(Entrevista com o cast falando sobre o musical)

(Um pequeno clip com cenas do musical)

Para saber mais, apresento alguns vídeos do #Ham4Ham. Na Broadway, existe um sistema de loteria em que pessoas passam muitas horas numa fila para conseguirem descontos nos ingressos para musicais. Assim, para passar o tempo, o cast (ou atores convidados de outros musicais) tem feito alguns pocket shows para quem está na fila esperando a hora da loteria. Em Hamilton, o ingresso de lottery custa 10 dólares, por isso o nome HAM4HAM. Ou seja, por Hamilton ser a cara estampada nessa nota, você paga um Hamilton para assistir a Hamilton - Hamilton for Hamilton. Esses pockets shows tem sido postados na internet e muito compartilhados. Finalizando o post, irei deixar os meus favoritos:


(Três reis como as Schuyler Sisters)


(Defying Gravity na voz do Mickey Mouse)

(Lin lê os primeiros parágrafos do livro sobre Hamilton que o fez começar essa jornada)

(Lin responde perguntas com frases de Les Mis)

Beijos e até ao próximo post.

Crítica: Batman vs Superman


BATMAN vs SUPERMAN - 2016

Depois de muita espera, finalmente chegou a estreia do filme que traz o morcego de Gotham e o filho de Krypton. Sem dúvida, trata-se de um filme muito diferente desses de quadrinhos que vemos por aí, pois apresenta uma abordagem mais sombria - no estilo de "Man of Steel" -  também dirigido por Zack Snyder. 

O filme nos mostra o Clark Kent - que já vimos no filme dedicado ao Superman -  mas também ao Batman de Affleck, que é na verdade um Batman mais maduro, perseguido por fantasmas da cidade de Gotham e cansado de tê-los sempre em sua sombra. Não temos mais o Batman do Cavalheiro das Trevas de Nolan entre nós. Podemos dizer que temos mais Bruce Wayne na tela do que o Homem Morcego, não é a armadura que comanda Bruce Wayne, ele é quem comanda sua armadura, sua máscara. Com certeza é um fato interessante de se analisar sobre essa nova abordagem que farão de Bruce / Batman nos cinemas.

Existe essa ideia de que no fundo, Batman é um dos heróis mais humanos que se tem em meio de vários e, é isso que o Homem Morcego do filme está apresentando. Não se trata apenas um "cara com dinheiro que pode fazer coisas", é muito mais do que isso. No fundo, existe essa humanidade de Bruce que o faz lutar pelo bem de sua cidade. 


Já o filho de Krypton, nos é apresentado, novamente, o Superman de "Man of Steel"; contudo um Superman já mais habituado com sua cidade e seus ideais. O problema surge quando a população se volta contra ao herói, por alegar que sua batalha contra Zod trouxe vários estragos à Metrópolis. Assim começa o questionamento: "A quem o Superman responde?". Dessa forma, tomando essa parte, temos três lados da história: O lado de Superman, que apenas queria proteger a cidade, sem gerar danos a população; o lado de Bruce Wayne que entende os atos do Super como errados e destrutivos; e o lado de Lex Luthor.

Um dado interessante do filme foi também mostrarem algo que já foi visto anteriormente por nós, Superman e a proximidade com sua família. Sua mãe, Martha, é uma peça muito importante no filme (ou talvez a mais importante do filme todo) e que representa essa parte humana do filho de Krypton.


Falando em Lex Luthor, temos muitas cenas de destaque ao personagem que tenta manipular e mudar as ideias que as pessoas tem sobre os heróis e, dessa forma, essa busca de convencimento de suas ideias acaba se tornando em uma obsessão sociopata. Isso, acaba tornando Lex em um invejoso que alimenta rancor e ódio por um outro benfeitor com poderes para fazer o que ele jamais poderá fazer. Assim, é estabelecida a maior rixa do filme. Não se trata de apenas Batman vs Superman,trata -se de Lex Luthor vs todos.


Não menos importante, destaco duas personagens: Lois Lane e Diana Prince (Wonder Woman). Lois Lane, assim como no filme "Man of Steel", continua com seu tom e dom de jornalista investigativa durante o filme todo. Seguindo sua linha de repórter, mantém-se como uma personagem feminina forte, que além de seguir em frente - mesmo que às vezes sozinha para descobrir furos de reportagem, não é apenas uma mocinha a ser salva pelo herói. Lois Lane é mais do que isso e temos que repetir isso várias vezes para vários críticos que falaram mal da personagem no filme. 

Diana, a Wonder Woman, é apresentada de uma forma que faz todos perderem o fôlego. Finalmente nas telas dos cinemas!  Desde os momentos em que a vemos, é mostrada como uma personagem que sabe das sujeiras de Lex e acaba decidindo não fazer nada inicialmente. Isso indica que algo aconteceu para que largasse essa vida; afinal, ela mesma diz estar fora dessa vida de luta faz séculos. Entretanto, rende-se à batalha, percebendo o quanto é necessária! Ela demonstra ser a única que sabe de seu verdadeiro poder e a utilizar suas armas; vide o glorioso laço da verdade. Ao lutar e sorrir, comprova o que uma verdadeira amazona teria: a felicidade e o prazer de uma boa luta - que sentia falta - e que jamais irá fugir disso de novo. É um caminho sem volta.

Os poucos momentos em que Wonder Woman esteve em cena, foram cruciais para o filme e uma futura trama. Tanto que em 2017 será lançado seu filme solo. Apesar de não concordar com a maioria das críticas que surgiram sobre o filme, pude observar que todas dão destaque à importância que a Mulher Maravilha tem na trama. 


Não deixo de pensar em como deve ficar o futuro, com o terreno preparado para o filme da Liga da Justiça. Já temos um Flash, um Aquaman e um Ciborgue em construção. Temos a comprovação do Darkseid através do Omega, dos Parademônios e do Mongul. Também terminamos com a comprovação da necessidade de um grupo de heróis

O filme superou minhas expectativas. Fico triste com críticas que afirmam que o filme, ao adotar um tom mais sério e sombrio, trata-se de algo inconfortável de se assistir. Infelizmente, posso dizer que isso tem a ver com a rixa Marvel vs DC Comics, onde os críticos esquecem que cada estúdio tem um jeito de transformar personagens de quadrinhos em filmes. Não existe o "Estilo Marvel Studios", assim como não existe o "Estilo Warner". Não podemos levar essas ideias para frente. 

Esses filmes despertam desde a curiosidade de uma criança até a de idosos. São poucas pessoas que não gostam de tramas de Super Heróis, pois eles acabam representando um mundo que - no fundo -gostaríamos de estar presente ou até mesmo, pessoas que gostaríamos de ser. São moldes. Por isso, não podemos acabar com essa magia dos quadrinhos representados em live action. Ainda mais agora que temos uma personagem como a Wonder Woman nas telas.

Beijos e até ao próximo post.

Assistindo Wicked (Brasil)


VENHA VER ESSE MUNDO ESMERALDA!

Também leia meu post sobre Wicked na Broadway

No dia 19 desse mês, tive a oportunidade de viajar a São Paulo para assistir à montagem brasileira de Wicked. Uma viagem essencialmente para assistir ao musical. Fiquei muito feliz por ter tido essa oportunidade.

Wicked é meu musical favorito e, no ano passado, tive a oportunidade de realizar meu maior sonho: assisti-lo na Broadway. Sem dúvida, a melhor experiência que já tive. Mas... o que eu tenho a dizer da montagem brasileira? Está super fiel! Eu e minha amiga, também fã do musical, vibrávamos e chorávamos com cada cena. Para os fãs de Wicked é simplesmente maravilhoso poder ver uma montagem brasileira com sinônimo de sucesso. 

A surpresa começou ao entrar no teatro Renault. O cenário está idêntico! Maravilhoso! Perfeito! Lindo! É de olhar e ter vontade de chorar. O mapa de Oz escrito em português é algo tão lindo de se ver.



O incrível é observar a plateia e testemunhar crianças a idosos conhecendo mais sobre Wicked. Emocionante é ouvir comentários positivos no final da sessão. Com certeza, esse é um musical que traz reflexões como: diferenças, amor, amizade, lealdade e bondade.

Desde que anunciaram Myra e Fabi no cast, gostei da escolha. Ao sair o shoot - que elas fizeram de Elphaba e Glinda - vi logo o quanto essa montagem seria maravilhosa. As duas são perfeitas em seus papéis e te conquistam logo nas primeiras cenas. Um fato interessante de se perceber, é como cada atriz que interpreta seja Glinda ou Elphaba, acaba "pegando a essência" da personagem, mas a transformando como única. 



Hoje, dia 22, não consigo parar de pensar no musical e o quanto foi maravilhoso ter tido essa oportunidade de sair do Rio de Janeiro só para assisti-lo. Desde o dia, fico lembrando das performances e não consigo parar de cantarolar as músicas traduzidas que, por sinal, ficaram maravilhosas! 

Gostaria de agradecer a todos que fizeram essa produção ser possível. Certamente, foi um sonho poder ver meu musical favorito sendo encenado em meu país e cantado em português. Ainda por cima, saber que as pessoas aqui - que não conheciam o musical, estão conhecendo e também, o amando. Parabéns a toda equipe do musical! Vocês são demais! Tudo está perfeito!

Deixo aqui um gif com um quote da Elphaba. Beijos e até ao próximo post.


Pena & Tinta: O que 2015 me ensinou?


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Como eu posso classificar esse ano de 2015?

Bem, no ano de 2015 tiveram fatos bons, circunstâncias ótimas, mas também situações ruins, muito ruins. Este ano, que se finda, sem sombra de dúvidas, foi o "ano da montanha russa". Meu maior sonho foi realizado, em contrapartida, perdi uma pessoa que amo muito. 

Mas, para ser sincera, não quero me prender a momentos ruins.

Lembro que logo na primeira semana de Janeiro, fui a uma agência de viagens com meus pais e, nesse dia, compramos as passagens e hospedagem para Nova York. Provavelmente você deve saber o quanto eu sou apaixonada por esse lugar e, quem já me conhece -  há tempo, sabe o quanto eu sempre havia sonhado em conhecer NY.

Dias se passaram e pela Internet, comprei o ingresso para assistir à "Wicked" na Broadway com minha mãe. Meu musical favorito! Eu lembro que quando concluí a compra, comecei a chorar. É simplesmente inacreditável, quando você vê que seus sonhos vão simplesmente se realizar. Eu não acreditava que iria conseguir tudo isso, mas consegui.

Chegou Abril. Chegou o dia da viagem e... com ela... meu medo de avião. Não posso dizer que em 2015 eu superei esse medo, pois durante nove horas de voo, o máximo que eu consegui fazer foi... acompanhar o trajeto do voo, através do mapa que aparecia na tela da poltrona da frente. Mas, pelo menos enfrentei esse medo!

Neste ano de 2015, eu aprendi que, apesar de altos e baixos, se você persistir em seus sonhos, em algum momento irá conseguir chegar lá. A caminhada pode ser grande, mas a persistência é o que leva o ser humano à vitória. Estas frases podem parecer clichês, mas, sinceramente, nossa vida é um grande clichê. Nós apenas precisamos mudar a nossa rota, em algumas situações, para que lá na frente alcancemos o melhor.

Mas, por que eu digo que a vida é um grande clichê? A resposta está em: desde quando você nasce, várias situações já estão predeterrminadas como: Escola, faculdade, o que fazer em certas situações... Desde pequeno você aprende a viver nesse "padrão". Nesse clichê. Frases prontas ditas a você.

A partir desse pensamento, aprendi em 2015 que as pessoas vão sempre se referir ao mesmo discurso para umas e outras, mas também não acabam seguindo seus próprios conselhos. É a cultura do clichê.

Em 2015, comecei a tentar viver fora da "zona de conforto", viver fora desse clichê predeterminado que persegue cada um de nós. Dessa forma, a partir disso, em 2016 eu quero cada vez mais conseguir sair dessa bolha. Lembram da Amélia? Tenho uma boa notícia: Nesse ano, Amélia decidiu melhorar e conseguiu fazer um buraco em sua bolha. Não que ela tenha conseguido sair totalmente. Às vezes, a menina "sai para passear", mas quando volta, retorna para sua bolha. Apesar disso, o médico disse que Amélia está conseguindo se curar e, a partir de um exame realizado, sua taxa de clichê diminuiu. Uma grande vitória para ela, não?!

Quando eu voltei de Nova York, percebi que minha persistência e meu "querer" de realizar esse sonho, foi o que me ajudou a alcançar certos pensamentos que agora tenho. Por exemplo, durante a viagem, pensei: "Já que estou fazendo Faculdade de Comunicação, a partir desses estudos, quero me dedicar ao Jornalismo Teatral." Com certeza, é uma decisão difícil, já que no Brasil, o valor dado ao teatro não é tão grande. Mas... sair do clichê. Se arriscar. Persistir. Ambicionar. Tais ações podem levar a uma grande mudança. Você pode mudar o que não está certo! 

Em 2016, seja uma pessoa melhor! Pense no meio ambiente, a mãe natureza está precisando de pessoas conscientes e, que espalhem esse ideal sustentável para o mundo. Saia do clichê, ajude à quem tanto precisa. Como afirmei acima para que todos nós nos arriscássemos mais, persistíssemos mais, não é apenas pensando no "eu", mas também no "nós". O mundo precisa de pessoas que ambicionem melhorar o que está a sua volta. Saia do clichê!

Em 2016, desapegue-se do clichê. Viva mais. Mude o mundo. Tenha realizações. Não se apegue aos maus momentos.

Saia do Clichê.
Esse post faz parte do Pena & Tinta, um projeto de escrita criativa com o objetivo de criar textos (crônicas, contos, poesias, relatos pessoais etc) mensalmente em cima de um tema predeterminado. O tema de dezembro foi "Final de Ano", e se você quiser participar, é só acessar o grupo no Facebook.


 
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